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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Quadradinhos.

 

 
Quando era um miúdo cavalgava tardes inteiras o cavalo do Fantasma, pelas florestas do meu imaginário, onde ainda não havia dinossáurios. Resolvia casos intricados, vestido de Mandrake, um mágico com um enorme arsenal de truques sempre ajudado pelo seu leal e prestável mordomo Desmond. Ogan preenchia as minhas vontades de conquistas vickings por mares nunca dantes navegados, por Gamas ou Cabrais. Super-Homem, era na verdade um modesto empregado de escritório, com óculos e tudo, que encontrava as suas forças na presença de um meteorito com um nome esquisito. O Batman era o super herói motorizado, com um carro que faria inveja a qualquer James Bond, fazia dupla com o boy à altura no desemprego. O Homem-Aranha, penso que esse ainda vai tecendo os seus enredos, na televisão independente. Lembro-me ainda do Garra ou Mão de Ferro que era um tipo que ficava invisível quando apanhava um choque eléctrico, que não foi propriamente o que aconteceu nestas eleições. Nas versões mais leves, e resistindo ainda, o Astérix , Obélix ou o Superpateta . Todos do sexo masculino. Exceptuando o Zé-carioca quase todos recorriam a poções mágicas para se livrarem de problemas complicados. Quando olho para as estatísticas dos suicídios, verifico que a maioria são homens. Estas histórias não nos ajudaram em nada. É que na vida real não há druidas e os finais nunca são felizes, nem aos quadradinhos.
publicado por pimpo às 15:24
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